segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Blowin' in the wind




          Vivemos tempos difíceis. A cada dia somos confrontados com injustiças decorrentes das desigualdades que dominam a estrutura social. Cada vez mais homens e mulheres se perguntam sobre o que fazer para diminuir as diferenças sociais, raciais, religiosas e construir um mundo mais igualitário e humano. São sentimentos que nos fazem permanecer em constante luta a fim de reduzir as barreiras que nos impedem de viver com plenitude a nossa humanidade. E isso não é algo novo.
          Nos anos 60, um garoto chamado Robert Allen Zimmerman, conhecido mundialmente por Bob Dylan, compôs uma famosa canção que se tornou um verdadeiro hino na luta pelos direitos do povo americano e do mundo. Os questionamentos e ideais defendidos na época, permanecem válidos hoje na busca por um mundo mais justo e na construção de um futuro melhor. É uma bela reflexão poética sobre os sentimentos universais que nos despertam uma vivência  harmônica com o ambiente e com as pessoas.
          Queremos um mundo melhor para nossos filhos? A resposta está soprando com o vento. Está em toda parte. Vai e vem com o vento. É uma questão de percepção. O problema é que não nos damos conta disso.





Emocionante interpretação na linda voz da baiana Diana Pequeno:
http://www.youtube.com/watch?v=faBa5cjq8z8






sábado, 6 de novembro de 2010

Comer Rezar Amar



     Baseado no livro de mesmo nome o filme é tecnicamente muito bem feito. Fotografia belíssima com locações na Índia, Bali e Itália. Porém, mal roteirizado. Estrelado pela bela e naturalmente talentosa atriz Julia Roberts, peca, no entanto, pelo fraco roteiro, não convence, não sacia. Lento, chega a ser monótono em alguns momentos. O filme não empolga , não emociona, não envolve o expectador. Uma pena, pois o livro é bem escrito, inteligente, bem humorado, em suma, nos proporciona uma leitura deliciosa.  A personagem de Julia Roberts parte em uma jornada em busca de autoconhecimento, em busca de si mesma, de sua identidade, mas, ao longo do filme o roteiro não nos apresenta os questionamentos necessários para que ela encontre esta identidade perdida ou escondida, não sabemos qual é a profundidade da sua tristeza nem o que realmente ela quer afinal de sua vida.
       A personagem de Julia é alguém que está na fronteira, entre tantas fronteiras que nos deparamos todos os dias de nossa vida, e precisa tomar decisões que proporcionem a ela poder encontrar-se e tomar consciência de si mesma e de seus desejos, para poder finalmente partir em busca de uma existência plena e feliz. Em nossa jornada pela vida estamos sempre em transição entre algo que somos mas não nos satisfaz mais para algo que ainda não somos mas que almejamos ser, na doce esperança que nesse nosso novo eu consigamos, enfim, alcançar a tão sonhada felicidade plena. Uma pena  o filme não conseguir criar um conflito ou conflitos tão necessários para o envolvimento do expectador na trama. Saí do cinema com uma grande sensação de vazio.